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Uma Análise Sobre o Estado
Uma Análise Sobre o EstadoPessoas morrem de fome, o desemprego é massivo apesar de propagandas contrárias, a expectativa de futuro inexiste, a violência originária destas situações é absurdamente brutal, os governos não conseguem tomar nenhuma atitude efetiva com relação ao que acontece. Hospitais jogados às traças, descaso nas universidades públicas e nas demais instituições de ensino público, salvo raras exceções. Estradas acabadas, corrupção desenfreada e em suas mais variadas modalidades, desde a financeira até a moral. Este não é o retrato apenas do Brasil. A descrição que fiz acima se encaixa em praticamente qualquer país da América latina e em muitos países asiáticos. Países, curiosamente, que tem uma aproximação muito maior e mais forte com o Estado. Países mais abertos economicamente e mais independentes do Estado tem oportunidades maiores e melhores para oferecer ao seu povo. Eles sabem que o Estado não pode mais cuidar de tudo. O cenário é outro, não existe mais aquela coisa de Estado superprotetor. O Estado não tem mais como arcar com todos os encargos sociais. E por quê isso não muda? Porque o Estado não quer deixar de ser Estado. Não quer nem mesmo reduzir seus poderes, limitando-se a tratar do essencial, não importa quão benéficas essas medidas estão sendo em outros países. Isso, somado ao fato da adoção de uma ideologia venenosa, destrutiva e ultrapassada, que os países mais bem sucedidos sequer querem ouvir falar, é a causa do buraco em que se encontram muitos países da América Latina e outros tantos da Ásia. Quanto mais poderoso o Estado for, maior será seu poder de influência sobre a massa, que vive feliz, na ignorância, acreditando em mentiras e falsos dados, ouvindo, maravilhada os mais funestos discursos embasados em pura demagogia e interesse próprio. O mais trágico é que o Estado, aproveitando-se das situações descritas no primeiro parágrafo, obras de sua própria incompetência, alardeiam que tudo está melhorando, medidas estão sendo tomadas e, o principal, excluem-se da história, jogando a culpa no monstro do Capitalismo e no modelo Neoliberal. Me poupe. Deixo apenas uma pergunta: Precisamos de um Estado tão gordo assim? Faço ainda outra. Se sim ou se não, por quê? Yuri Igor Mayal – Outubro de 2007
08:50 - 1/10/2007 - comments {1} - post commentA Patológica Necessidade Brasileira de Rotular
A PATOLÓGICA NECESSIDADE BRASILEIRA DE ROTULAR Qual a veia política que você segue? Direita ou Esquerda? Será que você é o que se pode chamar de Centro? Centro Direita ou Centro Esquerda? Socialista, Comunista, Liberal, Libertário, Conservador, Anarquista, Apolítico... É assim que o brasileiro vê a política ainda hoje. Mais uma vez nosso país se mostra atrasado no campo das idéias e tendências políticas. Para a maioria do nosso povo, Direita e Esquerda são coisas tão antagônicas que jamais poderiam subsistir pacificamente. Pior. Para nosso povo, o conceito de Direita e Esquerda ainda é válido em sua totalidade e concepção antiga... Para nossa gente o sistema Anarquista nada mais é do que um ideal para arruaceiros e desocupados que nada tem na cabeça. Para o Brasil não há distinção entre Liberal e Libertário. Tratamos Socialismo como se fosse Comunismo e os Conservadores, para o povo brasileiro, não passam de uma gente chata, mesquinha, determinada a manter o sempre recorrente status quo. Para nossa brava gente, Direita é sinônimo de Ditadura! a Esquerda, misteriosamente, não o é... Sinceramente, estou para ver um país mais imbecil. E é com genuína tristeza no coração que escrevo estas palavras. O mais grave de tudo, como se o exposto já não fosse grave o bastante, é que nossos “intelectuais” e, por tabela, nosso povo, não conseguem assimilar como alguém pode abraçar idéias de mais de uma dessas veias de pensamento, veias essas, como também já disse, distorcidas horrendamente no Brasil. Ou seja, uma pessoa tem que adotar uma dessas “ideologias” tortas, para poder ganhar respaldo e respeito político e opinativo. Em resumo, se você pensar livremente por aqui não será digno de consideração, será taxado como incerto, confuso, e suas colocações não serão devidamente escutadas, por mais contundência que tenham. Vou pegar o meu caso por exemplo. Repudio o Comunismo, não me agrado muito do Socialismo, acho a Esquerda Européia atual levemente interessante em alguns aspectos, sou contra Ditaduras absolutistas cortadoras da liberdade de expressão, respeito algumas idéias Conservadoras e sei da importância que elas tem, tenho tendência Liberal, tanto que aprovo o Estado Mínimo e não deixo de ter uma leve simpatia pelo Anarquismo. Abomino a massificação imbecilizante e sou a favor dos direitos e liberdades do indivíduo. Defendo uma massificação individualizada, se é que dá pra entender. Os Intelectuais deste país endoidam com gente como eu, que constrói seu próprio modo de pensar, enquanto em muitos outros lugares, em maior ou menor grau, pessoas assim são tidas como referência, são procuradas, em nome da boa governança. O próprio conceito de Direita e Esquerda é outro, absolutamente diferente do que o usado aqui no Brasil. A situação em nosso país é frustrante. O Brasil, no campo de idéias, funciona mais ou menos assim. Há uma idéia nova no exterior. Anos depois adotamos essa idéia, corrompemos seu significado, fazemos uma miscelânea tosca e idiota, adotamos como axioma o conceito criados por nós mesmos e excomungamos do círculo intelectual aquele que disser o contrário, virando este, alvo de chacotas tão ridículas quanto dignas de pena. Quando será que abriremos os olhos e perceberemos que essa forma monocromática de pensar e julgar não leva a lugar algum? Como diria um professor de história que tive no terceiro ano, Viva o Brasil. Yuri Igor MayalSetembro de 2007 09:55 - 10/9/2007 - comments {0} - post commentO Assassinato do Preâmbulo Constitucional
O Assassinato do Preâmbulo ConstitucionalPensei por certo tempo qual seria o melhor tema para abrir as portas de minha modesta sala e falar com aqueles que estão dispostos a ouvir. Resolvi então, tendo em vista que boa parte, senão a maioria, dos assuntos que tratarei aqui, serão referentes ao símbolo de integridade e originalidade que é nosso belo país, começar pelo real início do Código que rege, ou pelo menos deveria, o atual ordenamento jurídico de nosso Brasil: Nossa Constituição Federal, amontoado de normas, envolvendo direitos e deveres, tanto do Estado quanto dos cidadãos, o qual, tenho a mais pura e absoluta convicção, a maioria dos brasileiros nunca manuseou. Quem já folheou o documento, quase certamente deixou escapar o seu portentoso, para não dizer demagogo, princípio. O Preâmbulo. Há aqueles que não consideram o Preâmbulo como parte da Constituição. Não sou um deles. Aliás, concordo bastante com uma das definições que o Aurélio dá sobre tal palavra; “A parte preliminar de uma lei, decreto ou diploma na qual o soberano anuncia sua promulgação.” Gosto ainda mais desta definição: “Palavras ou atos que precedem as coisas definitivas.” Sendo assim, mesmo por pura lógica, não vejo como o Preâmbulo não pode ser considerado parte da Constituição. Não é a partir dos valores confiados neste parágrafo que se encontra o cerne, o fulcro, de toda a produção que se encontra em nossa CF e, posteriormente, partindo dos preceitos nela estabelecidos, em todos os outros Códigos? Com esse impasse resolvido, tratando o Preâmbulo como parte fundamental da Constituição, como eu acredito ter mostrado que é, poderei agora transcrevê-lo, para depois, fazer os devidos comentários. “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça com valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL” Lindo. Agora, vamos sair da Terra Média e entrar um pouco no mundo real, onde podemos observar, não só os, digamos assim, valores contidos no Preâmbulo, mas também a própria CF receber um duro golpe todos os dias. No Preâmbulo, os reunidos na Assembléia Nacional Constituinte clamam instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais. Isso é feito? Os Constituintes também dizem rogar pela liberdade e a segurança. Do povo, certamente que não é. O bem estar, desenvolvimento, igualdade e justiça. Que tipo de bem estar? Que espécie de igualdade? Qual o conceito de justiça atribuído nos nossos nefastos dias? Valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos. Fraterna onde? Pluralista? Talvez os nossos dirigentes tenham interpretado esta palavra de um modo um tanto quanto radical, pois o país se tornou uma bagunça de partidos, um querendo sempre se sobressair à custa dos outros, de modo que nessa interminável briga interna, a nação fica entregue ás traças. Quanto a sem preconceitos... Se existem preconceitos, eu mesmo tenho alguns, infelizmente, há ausência de bem estar. Também há um lapso enorme na questão da segurança, o que priva boa parte de nossa suposta liberdade. Sendo assim, não temos como exibir uma ordem interna, logo, não há harmonia social. Claro, as controvérsias são resolvidas pacificamente. Não existem chantagens, ameaças, atos de violência e de controle forçado por trás dos panos. Como se nota facilmente, os valores iniciais, mesmo que tendo sido colocados de modo artificial e demagogo, estão muito mais do que corrompidos pela nossa podre sociedade política. Estão mortos. Há, porém, esperança. Ainda estamos sob a proteção de Deus. Yuri Igor Mayal – Agosto de 2007 04:39 - 23/8/2007 - comments {1} - post commentCheguei pra ficar, incomodar e denunciar... se der tempo, faço outras coisas também...Finalmente poderei expressar-me sobre tudo o que eu quiser em relação à natural idiotice humana. Lógico que ainda tenho muito a aprender, mas com o que eu já sei, dá pra fazer um estrago. Na minha sala discorrerei sobre política, filosofia e situações cotidianas que podem vir a ilustrar bem o que tenho a dizer. Pretendo ter o meu site, mas enquanto ele não chega, aqui ficarei. Talvez fique mesmo depois de ter feito o referido site, colocando nele links para meus blogs. Essa semana descansarei, mas todo início de semana, alguma coisa nova estará aqui. Quantas pessoas estão lendo isso? uma, duas, quatro? o início é árduo mas estou disposto a ir em frente. Guardem meu nome. 01:16 - 14/8/2007 - comments {2} - post comment |
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